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Kennya Martins Psicóloga e neuropsicóloga
Avaliação neuropsicológica

Neuropsicólogo, neurologista ou psiquiatra: quem procurar primeiro?

Kennya Martins, psicóloga e neuropsicóloga, sorrindo, de blazer azul-marinho

Por , psicóloga e neuropsicóloga
· 4 min de leitura

Kennya Martins de braços cruzados diante da parede verde, ao lado do símbolo do Instituto Mundo de Dentro
Kennya Martins no Instituto Mundo de Dentro.

Neurologista e psiquiatra são médicos. O neuropsicólogo é psicólogo com formação em neuropsicologia. Os três lidam com o cérebro e o comportamento, mas com ferramentas diferentes, e na maioria das situações o primeiro passo é o médico que já acompanha a pessoa, como o pediatra ou o clínico geral.

O neurologista

A neurologia é uma das especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina. O neurologista cuida de doenças do sistema nervoso: cérebro, medula, nervos e músculos.

  • Investiga convulsões, dores de cabeça, AVC, tremores e doenças que afetam a memória com o passar dos anos
  • Pede exames como eletroencefalograma, tomografia e ressonância magnética
  • Pode prescrever medicação e outros tratamentos médicos
  • Para crianças, existe a área de atuação em neurologia pediátrica

O psiquiatra

A psiquiatria também é especialidade médica. O psiquiatra diagnostica e trata transtornos mentais, como ansiedade, depressão, transtorno bipolar, TDAH e uso problemático de substâncias.

  • Faz o diagnóstico com base na entrevista clínica e na história
  • Pode prescrever medicação e acompanha os efeitos do tratamento
  • Para crianças e adolescentes, existe a área de atuação em psiquiatria da infância e adolescência

O neuropsicólogo

A neuropsicologia é uma especialidade da psicologia, reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia desde 2004. O neuropsicólogo estuda como o funcionamento do cérebro aparece no comportamento e no aprendizado.

  • Faz a avaliação neuropsicológica, com entrevistas, observação, testes e escalas
  • Descreve o que está preservado e o que está abaixo do esperado em atenção, memória, linguagem e funções executivas
  • Indica intervenções e pode atuar na reabilitação cognitiva
  • Não prescreve remédios nem pede exames de imagem

Com crianças, a entrevista costuma incluir os pais e, muitas vezes, informações da escola. Com adultos, um familiar ou alguém próximo pode ajudar a contar como as dificuldades aparecem em casa e no trabalho.

Se quiser entender melhor a diferença entre essa avaliação e outras feitas por psicólogos, veja avaliação neuropsicológica e avaliação psicológica.

Por onde começar

Cada situação tem uma porta de entrada mais natural:

  • Criança com dificuldade escolar, desatenção ou atraso no desenvolvimento: comece pelo pediatra, que examina, pede testes de visão e audição e orienta os encaminhamentos
  • Fraqueza de um lado do corpo, fala enrolada ou confusão que surgem de repente: é emergência, procure atendimento imediato
  • Crises convulsivas, dor de cabeça diferente do habitual ou perda de habilidades: o neurologista costuma ser o especialista indicado
  • Tristeza persistente, ansiedade intensa ou mudanças bruscas de humor: o psiquiatra é o médico de referência
  • Esquecimentos frequentes em adultos: o clínico, o geriatra ou o neurologista investigam causas clínicas e podem indicar a avaliação neuropsicológica
  • Diagnóstico já feito, com dúvida sobre o impacto na escola ou no trabalho: o neuropsicólogo ajuda a medir esse impacto

Também é possível procurar o neuropsicólogo diretamente. Quando a história sugere uma causa que precisa de exame médico, ele orienta a consulta com o especialista.

Como eles trabalham juntos

O cuidado funciona melhor quando cada profissional contribui com a sua parte. O médico faz o diagnóstico clínico, pede exames e decide sobre medicação. O neuropsicólogo mostra como a pessoa está funcionando no dia a dia e o que pode ajudar.

As diretrizes do Ministério da Saúde para a reabilitação depois de um AVC dão um bom exemplo dessa parceria. Elas recomendam uma triagem para déficits cognitivos em todos os pacientes e o encaminhamento dos casos com alteração para uma avaliação neuropsicológica completa. O resultado orienta a reabilitação cognitiva e o acompanhamento.

Em outras situações, a troca acontece no sentido contrário. O psiquiatra pode usar o perfil cognitivo para separar quadros parecidos, como a desatenção ligada à ansiedade e a do TDAH. O neurologista pode comparar avaliações feitas em momentos diferentes para saber se houve mudança.

Algumas atitudes facilitam essa troca:

  • Leve o laudo neuropsicológico às consultas médicas
  • Leve também os exames e relatórios médicos para a avaliação
  • Autorize, se quiser, que os profissionais conversem entre si
  • Peça que o encaminhamento traga a pergunta que precisa ser respondida

Fontes

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

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Atendimento no Instituto Mundo de Dentro – Neuropsicologia Avançada, em Teresina (PI).

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