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Kennya Martins Psicóloga e neuropsicóloga
Neurofeedback

Neurofeedback: perguntas comuns antes de começar

Kennya Martins, psicóloga e neuropsicóloga, sorrindo, de blazer azul-marinho

Por , psicóloga e neuropsicóloga
· 2 min de leitura

Kennya Martins, neuropsicóloga, diante de um painel de madeira com luminárias penduradas em cordas
Kennya Martins no Instituto Mundo de Dentro.

O neurofeedback desperta curiosidade, e também muitas dúvidas. Estas são as perguntas que mais aparecem antes da primeira sessão.

O que é, em poucas palavras?

É um treino em que a pessoa recebe, em tempo real, um retorno visual ou sonoro da própria atividade cerebral, registrada por eletroencefalograma (EEG). Quando a atividade se aproxima do padrão trabalhado, o programa sinaliza. Com a repetição, o cérebro aprende a chegar a esse padrão com mais facilidade.

Dói? Dá choque?

Não. Os sensores ficam apoiados no couro cabeludo e só captam sinais. Nenhuma corrente elétrica é enviada para a pessoa. Muitas crianças descrevem a sessão como "jogar videogame com a cabeça".

Precisa raspar o cabelo ou usar algum gel especial?

Não é preciso raspar nada. Em alguns equipamentos, usa-se uma pasta condutora nos pontos dos sensores, que sai com água.

Como se decide se a pessoa deve fazer?

Antes de qualquer treino, vem uma avaliação. Ela costuma incluir entrevista, questionários e, muitas vezes, um mapeamento da atividade cerebral. Com isso, o profissional decide se o neurofeedback faz sentido e qual protocolo usar.

Quanto tempo leva?

O neurofeedback é um processo, não uma sessão única. Ele envolve encontros regulares ao longo de semanas ou meses. O número de sessões depende do objetivo e da resposta de cada pessoa, e é revisto durante o acompanhamento.

O que dizem as pesquisas?

O neurofeedback é estudado há décadas, principalmente no TDAH, e as pesquisas seguem em andamento. Os resultados variam entre os estudos, e a comunidade científica ainda discute o tamanho do efeito. Por isso, ele costuma ser usado como parte de um plano de cuidado mais amplo, e não como tratamento único.

Como é a primeira sessão de treino

Na primeira sessão, o profissional explica de novo o que vai acontecer, posiciona os sensores e verifica se o sinal está sendo bem captado. A pessoa se acomoda numa cadeira confortável, de frente para a tela. O treino começa com períodos curtos, para que ela se acostume com a dinâmica. Crianças costumam se adaptar rápido, porque a atividade lembra um jogo.

Como acompanhar a evolução

O progresso não é medido só pelo que aparece na tela do equipamento. Ao longo do processo, vale observar mudanças na rotina: na escola, no trabalho, no sono, na convivência em casa. Pais e professores podem responder questionários em momentos diferentes do treino, e essas informações ajudam a decidir se o protocolo deve continuar, ser ajustado ou ser interrompido.

Substitui remédio ou terapia?

Não. Quem já faz tratamento médico deve manter o acompanhamento com o médico. Qualquer mudança em medicação é decisão médica. O neurofeedback pode caminhar junto com psicoterapia, orientação familiar e apoio escolar.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

Agende um atendimento

Atendimento no Instituto Mundo de Dentro – Neuropsicologia Avançada, em Teresina (PI).

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