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Kennya Martins Psicóloga e neuropsicóloga
Infância e família

Telas e atenção das crianças: o que os pais podem fazer

Kennya Martins, psicóloga e neuropsicóloga, sorrindo, de blazer azul-marinho

Por , psicóloga e neuropsicóloga
· 2 min de leitura

Kennya Martins diante do portal de entrada do Instituto Mundo de Dentro, ao lado do bolo de inauguração
Kennya Martins na entrada do Instituto Mundo de Dentro.

Celular, tablet e televisão fazem parte da rotina das famílias. A questão não é proibir, e sim dosar. O excesso de telas compete com atividades que a criança precisa para se desenvolver: brincar livremente, conversar, dormir bem e se movimentar.

Quanto tempo é recomendado

A Sociedade Brasileira de Pediatria, no manual #MenosTelas #MaisSaúde, recomenda limites de tela para lazer:

  • Até 2 anos: evitar telas, mesmo de forma passiva
  • De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia
  • De 6 a 10 anos: de 1 a 2 horas por dia
  • De 11 a 18 anos: de 2 a 3 horas por dia

Esses limites são para entretenimento. Atividades escolares e chamadas com a família ficam de fora da conta.

Por que isso importa para a atenção

Vídeos curtos e jogos trazem estímulo novo a cada poucos segundos. Atividades como ler, montar um quebra-cabeça ou ouvir uma explicação na escola pedem o contrário: sustentar o foco por mais tempo, mesmo quando fica difícil. A atenção sustentada se fortalece com prática, e essa prática diminui quando a tela ocupa a maior parte do tempo livre.

O sono também entra na conta. Telas perto da hora de dormir atrasam o sono, e criança que dorme mal tem mais dificuldade de prestar atenção no dia seguinte.

Atitudes que ajudam

  • Combinar horários de tela em vez de liberar o dia todo
  • Desligar as telas pelo menos uma hora antes de dormir
  • Não usar telas durante as refeições
  • Deixar celular e tablet fora do quarto à noite
  • Oferecer alternativas: brinquedos, livros, atividades ao ar livre
  • Assistir junto e conversar sobre o que a criança vê
  • Dar o exemplo: os filhos imitam o uso que os pais fazem do celular

Como reduzir o tempo de tela sem briga

Cortar de uma vez costuma gerar resistência. Uma transição gradual funciona melhor:

  • Combine as regras com a criança, explicando o motivo
  • Avise alguns minutos antes de o tempo acabar
  • Use um relógio ou cronômetro, para a regra não depender do humor do adulto
  • Tenha uma atividade pronta para depois da tela, como um jogo de tabuleiro ou um passeio
  • Seja consistente: regras que mudam todo dia perdem a força

As primeiras semanas podem ter reclamações. Com constância, a rotina nova se acomoda.

Quando procurar ajuda

Se a criança tem crises intensas quando a tela é desligada, perde o interesse por todas as outras atividades ou apresenta desatenção que atrapalha a escola, vale conversar com o pediatra e considerar uma avaliação. Às vezes o excesso de tela é consequência de uma dificuldade, e não a causa.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

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Atendimento no Instituto Mundo de Dentro – Neuropsicologia Avançada, em Teresina (PI).

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